sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Estuário

Esse momento que ando vivendo me fez refletir sobre um fato interessante ontem quando ia dormir. Estou num estuário,mas não vou explicar agora a razão disso.
Como postulante a uma vaga de Medicina em qualquer na UFU tenho que estudar filosofia,e uma das maneiras interessantes de gravá-la é fazendo associações com o que costumamos vivenciar. Os últimos dois filósofos que vi foram Heráclito e Parmênides,e depois de um período pré sono cheguei a conclusão que a aplicação de teoria de ambos seria viável à minha situação
Segundo Heráclito, há o eterno devir das coisas. Nada é o que ontem foi e não será o que hoje é. De fato,hoje eu tô em dúvida no que sou. Sim,sei que sou um ser bípede,falante e com o encéfalo,creio eu,desenvolvido,porém,não sei se hoje sou um estudante de terceiro ano,ou um universitário.
Estudante de terceiro ano eu não sou,já formei e to com meu boletim bonitinho entregue em mãos dos meus artesãos. Também não sou estudante de faculdade,nem entrei lá ainda oras. Ou será que sou os dois ao mesmo tempo ?
Bom,ao entrar também em concordancia com a teoria de Parmênides,eu teria que refutar a ideia de ser os dois ao mesmo tempo. Não se pode ser e não ser a mesma coisa ao mesmo tempo. Se sou estudante de terceiro ano,não sou estudante de faculdade. Se sou estudante de faculdade,não sou estudante de terceiro ano. Então por que cheguei a pensar que eu era os dois ?
A resposta talvez esteja no fato de eu ainda nada ser realmente em concreto. Talvez a mudança exija que nós extinguemos uma característica nossa para dar espaço para a entrada de outra. Já extingui de mim o meu estado de 'aluno do colegial',mas eu não consegui ainda o 'título' de estudante da faculdade. É como se eu tivesse num corredor entre dois quartos,sendo que o primeiro quarto eu tranquei e joguei a chave fora,e o segundo ainda está trancado. É como se eu estivesse num estuário,já dei tchau para o rio,mas ainda não cheguei ao mar.
É por estar nesse estuário que eu nado contra a maré,contra a correnteza,enfim,contra aquilo que possa de vir de negativo pra mim. Nado em busca de poder chegar no mar. No rio,eu era um peixinho. Entrarei no mar ainda um peixinho,mas a conquista do oceano me ajudará a nadar com tubarões um dia,por que não ? Mas antes do mar,tenho que superar o estuário,a foz.
E como superar o mar ? amar.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sábios como Hipocrates ou como os hipocritas ?

Estranho a hipocrisia do conhecimento. Talvez a vida em comunidade e a padronização de regras torne o ser humano um hipócrita quase por natureza. A determinação de regras e ideais sociais faz com que o homem tente esconder muito do que tem,e queira mostrar um pouco do que não possui. Nos tornamos hipócritas e refens de nós mesmos,refens da nossa incapacidade.Isso acontece porque tomamos como verdade não o que somos,mas o que esperam que sejamos.
Da mesma maneira é o conhecimento. Hoje é óbvio que a Terra é redonda,que ela gira em torno do Sol,e que há vários sistemas solares dentro de várias galáxias. Por sabermos isso,de certa maneira condenamos os nossos antepassados por não conhecerem tal fato,consideramos o conhecimento antigo algo extremamente equivocado,mal desenvolvido. Mas ao considerar o passado equivocado nós apenas repetimos o que eles faziam. Assim como a Igreja Católica no passado determinava apenas uma via de conhecimento,a ciencia hoje determina uma mesma via de conhecimento.Será que os nossos tetranetos criticarão o muito do falso saber que hoje a ciencia carrega consigo da mesma maneira que criticamos hoje o falso saber determinado pela Igreja no passado ?
De fato,somos falsos e fingidores conosco. Somos determinados por padrões. Há sim espaço para a nossa individualidade,mas essa é limitada. Por que não as vezes contestar uma ordem ? Por que não contestar algo que eles dizem totalmente certo ? Toda certeza possui uma brecha para o erro,toda incerteza possui um espaço para o acerto. Assim se constrói o saber,pelo fato de não saber.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Um ponto de vista.

O erro está no exagero,na tomada de um padrão como certo e segui-lo para sempre como o adequado. O erro está em não se flexibilizar
Errado é que bem trata o chefe,mas não dá bom dia ao porteiro. Errado é quem toma a proporção economica como a válida na hora de ser educado ou mal educado com alguem. A classe não reside em repugnar o menos favorecido economicamente,e sim a todos valorizar.
Aqueles que divergem sua forma de tratamento nada são,pois não são constantes. Já dizia Aristóteles que somos aquilo que repetidamente fazemos. Um homem ou uma mulher que alterna simpatia e indiferença nada é,porque nada repetidamente faz a não ser a formação de uma onda de personalidade,com cristas e vales. E o pior de tudo,é que acham isso bonito.
Vivemos numa sociedade que se valoriza uma bolsa de marca no braço,mas não valoriza que se levante esse braço para acenar para alguém. Numa sociedade que os valores consumistas e financeiros tomam proporções tamanhas que nem sequer o caráter pode exercer uma força contrária que mude a resultante disso. Muito mais respeitado é um rico desonesto que um pobre trabalhador. Mas ao mesmo tempo,deixo claro que não considero de maneira alguma que todos os ricos são desonestos e que todos os pobres são trabalhadores,isso iria de acordo com a moral do escravo nietzschiana,e definitivamente não agrada. O fato é que não conseguimos sempre determinar uma consequencia A pela existencia necessária de uma causa B. Há combinações de causas Cs,Fs,Gs,Hs e Zs que juntas podem levar a uma consequencia similar a levada pela causa A. Logo,não critico a riqueza,nem a pobreza,mas critico o espírito porco dos pobres de espírito que enxergam a educação apenas nas relações entre pessoas da mesma classe social. A educação,a gentileza,e a simpatia nao separam classes,não separam raças,não separam generos e não separam pessoas.
Tratar a todos como humanos,sem esquecer que somos os mesmos,diferenciados por acidente. Mostrar ao mundo que devemos tratar de maneira igual os diferentes,e que não devemos nos sentir superiores nem inferiores a ninguém.
Enfim,...agora,tenho vontade de dormir. Se esse texto tem uma conclusão,que você a faça,te dou essa liberdade.
Se o tiro nunca for dado,a caça nunca será capturada. A caça constante que nos move não é a de animais nem de humanos,buscamos por coisas que não morrem com tiros, nem sequer se preocupam com eles. Aquilo que buscamos está ao mesmo tempo dentro de nós e de fora. É a união da nossa capacidade com a oportunidade que o mundo dá,a fusão da sorte e da habilidade, a ocorrencia da situação e da atenção.
Devemos dar o tiro,devemos laçar a dúvida e fazê-la de nossa refém,até que ela se diga uma verdade concreta.
Pescador,pesque a dor de dentro de ti e jogue a fora do seu barco
Pescador, tome o peixe de suas ilusões,jogue-o para dentro do seu barco, frite-o,tempere-o,faça dele teu,e que seja a ilusão a tua realidade.

Pescando ilusões

Tentando outras vezes.

sábado, 20 de novembro de 2010

"Algo hicimos mal" Oscar Arias

Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago , 18 de abril de 2009

"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.
Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros.
Não creio que isso seja de todo justo. Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.

Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais:
todos eram pobres. Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão:
Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade. Há também uma diferença muito grande.

Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos. Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal.

Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.
Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40..000 de renda anual por habitante.
Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos errado?

Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal.
Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos.
Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos.
Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus.
De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um
termina esse nível secundário.

Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10. Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.
Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.

Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano.
Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano.
Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa. No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.

Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo
"num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia"
e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados. *Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000*
milhões em armas e soldados.

Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?
Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação;
é o analfabetismo;
é que não gastamos na saúde de nosso povo;
que não criamos a infra-estruturar necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos;
que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente;
é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente;
é produto, entre muitas outras coisas, certamente,
de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas. Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.

Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou.
Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.
E eu, lamentavelmente, concordo com eles.

Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos"
(qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...)
os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX,
que é o *pragmatismo*.

Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha:
"Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos".
E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que
"a verdade é que enriquecer é glorioso".

E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás. A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.
Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos.
Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.

Muchas gracias."

2xBe

Eu erro,eu falho,eu vacilo. Todo mundo faz isso. Somos humanos oras. Tá,até aí,nenhuma novidade. Errei e falhei várias vezes,e por ter feito isso,isso é um fato meio que...desprazível. Não mereceria um texto. Então eu me pergunto primeiramente,será que alguém tá lendo o que eu to escrevendo ? E depois dessa pergunta eu questiono o que eu realmente queria, por que eu to escrevendo isso ?
Escrevo pra dizer o que é raro. Pra demonstrar o diamante que achei em mim. Não achei em mim porque eu necessariamente o criei,eu não seria tão bom pra tanto... O diamante que eu achei em mim na verdade eu o encontrei primeiro fora. Meus olhos o viram. Por ter gostado tanto desse diamante,quis fazer uma cópia semelhante a ele e guardei do lado esquerdo do meu peito. Chamei isso de amor,quer dizer,chamaram isso de amor a um tempo atrás,quando criaram a palavra.Mas eu quero dizer que eu chamei isso de amor porque foi aí que eu vi mesmo que que era o que eles diziam dele. Na verdade,eu fui além do que as pessoas diziam dele. Ter ido além do que diziam é o que me fez fazer esse texto. È porque é nítido que eu mais que amo,eu simplesmente preciso. Considero que se Felicidade = n fatores menores x fator2³ x K . ela seria o fator 2 dessa fórmula. É que ela não tem apenas o que me falta,mas tem aquilo necessariamente que eu preciso. Ela sabe lidar comigo,ela é PHD em Felicidade de Silvio. Esse diamante,assim como todos,é feito de carbono (matéria organica é feita de carbono ,assim como diamante.) Mas eu queria talvez concluir minhas palavras,mas nao concluir o sentimento,este tá no eterno crescimento. Portanto,concluindo, eu te amo !

o meu II Reich.

Lembro-me da emoção que era competir quando nadava.É fato que havia o nervosismo,a ansiedade,o cansaço,o stress. Tudo isso fazia parte da receita do bolo da competição,mas o que mais me satisfazia era me colocar a prova. Meu ego interno era algo grande,e sendo grande,ele necessitava de energia,esta só podia ser adquirida quando eu determinava metas e as atingia. Construi aí o meu primeiro império pessoal. A minha mente dominou meu corpo. A minha mente determinava,o meu corpo respondia. As leis eram feitas pela mente,e obedecidas pelo corpo... Mas um dia os impérios caem,e esse primeiro império caiu.
Passei um tempo na monotonia. Minha mente sequer criava leis mais. Não tinha vontades que não pudessem ser facilmente satisfeitas. Mas assim como todo um dia um império cai,o legado desse mesmo império permanece. E em mim ele deixou uma semente. As sementes sob algum estímulo saem do estado de dormência,e começam a querer ser algo. Cresceu uma árvore em mim,uma árvore que virou um monstro. Eu não era ainda um império,mas eu tinha vontade de ser. Até que minha mente e minhas vontades novamente voltaram ao estado que se encontravam no 'primeiro império silvial'. Minha mente controla meu corpo,meu corpo responde e subordina-se a vontade. Eu não tenho mais ó eu mesmo,nas guerras contra os obstáculos meu império se junta à bela isonomia encontrada nos exércitos que batalham ao meu lado.
Meu Império,meu Segundo Império começa a nascer denovo agora,eu hei de crescer sobre mim,eu hei de fazer. Nada sou se não quiser ser mais que hoje sou.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Isabela

E se ela soubesse o que eu sei e que ao mesmo tempo pareço não saber por não poder dizer ?
Se soubesse que a constancia que me proporciona a torna mais surpreendível,se é que existe essa palavra (peço permissão pros neologismos). A constancia não está no fato de ser constante e monótono,mas a constancia do prazer melhor que o dia anterior,a constancia da melhora,a constancia da surpresa.
Se soubesse o quanto a admiro. Que as vezes fico maravilhado com as visões de mundo que ela tem,não por serem necessariamente as mesmas que as minhas,mas por realmente serem admiráveis. Gosto do jeito que ela vê o mundo,me agrada e me deixa admirado.
Admiro a maneira que ela vira a mão,e adoro a maneira que ela segura para fingir que não está com vontade de rir.
Se ela soubesse o quanto me envolve os braços dela - pequenos,finos,brancos e macios - envolvendo minhas costas. Que eles apesar de não fortes muscularmente me dão uma força que creio que poucos abraços,ou até mesmo nenhum,possam dar.
Se ela soubesse o quanto acredito nela e na capacidade de obter sucesso. Vejo nela algo de diferente,eu realmente vejo. É como se houvesse no interior dos olhos dela algo dizendo 'esses olhos brilharão'.É como se houvesse um enorme potencial ali,na iminencia de explodir e mostrar pro mundo o quão excelente ela é. Que fique claro que espalhar pro mundo,pois eu sou notificado diariamente desse fato.
Se ela soubesse que sinto a falta dela as vezes.Que penso nela quando uma música bonita,ou uma cena de filme massa aparecem. Se ela soubesse que mesmo que eu não saiba fazer o mundo rodar do jeito que eu quero,eu rezo todo dia pra que ele rode de uma maneira que nos permita estar sempre na mesma órbita.
Se ela soubesse o quão bom me sinto sob um elogio dela. Pessoas que respeitamos e admiramos quando nos mostram algo de bom dentro de nós nos proporcionam uma sensação de bem estar que passa perto do inenarrável
Se ela soubesse que qualquer travesseiro no mundo me força a pensar nela antes de dormir. Que o sorriso dela me cativa como o de ninguém,e que a felicidade dela é de tamanha importancia a ponto de ser capaz de que eu abdique da minha pra que haja a dela.
Se ela soubesse que ela é insubstituível pra mim,que eu sou feliz por tê-la e que agradeço a Deus todo dia por tê-la comigo...

Mas no fim,eu acho que ela sabe,ela há de saber. Eu a digo todos os dias,eu faço questão de afirmar um 'eu te amo' sempre que posso,pois é sempre que sinto.

ISso
ABastado sou por ter comigo
ELA

sábado, 30 de outubro de 2010

por e pra.

O fato de ter sido criado por você não implica que foi criado pra você,e o fato de ter criado pra você não implica dizer que foi criado por você. Acho que é nisso que se baseia o princípio de humanidade. Creio assiduamente que aquilo que serve de alicerce à qualquer relação humana é isso : não sei fazer B,algo em que você é expert,e sou expert em fazer A,o que vc nao sabe... porque nao eu fazer dois As com o meu talento pra nós dois,e vc fazer dois Bs ? Assim teremos A e B para com qualidade excelente tanto pra você,quanto pra mim.
E é aí que entra a tal da definição humana. O ser humano não se define por capacidade nenhuma que não seja o amor. Não necessariamente o amor por outra pessoa,mas o amor pela vida,pela chance,pelo prazer. Amamos sempre aquilo que geralmente não é feito por nós. Amamos o que não é feito por nós pois o fato de nao ter sido feito por nós mesmos nos surpreende,nos traz surpresas todos os dias...e a surpresa nos deixa satisfeito. Até mesmo um filho,infinitamente amado pela mãe,possui a metade dele advindo de outro ser que nao é a mãe (no caso,o pai). Ama-se não aquilo que é feito por você,mas aquilo que é feito pra você,ou aquilo que você ao menos quer que seja feito pra você.
Quando se tem um sonho,não é porque o que desejamos é feito por nós,mas sim porque aquilo que se sonha é algo que queremos que seja feito pra nós. Um homem que sonha em ter um cargo numa empresa,por exemplo: Não é ele que criou a vaga na empresa,ele sequer é dono da empresa,porém,a vontade dele é que essa vaga,criado por outros,seja dele algum dia.
É isso que move,é isso que nos faz lutar: o fato de não ser nosso,mas o fato de ao menos na imaginação,poder ser nosso.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A verdade

Duas coisas me trouxeram a escrever o que eu estou para escrever. Primeiramente,quero deixar claro que eu realmente tenho dúvidas quanto à qualidade desse texto que está pra vir. E depois,quero ressaltar que de fato nada que está escrito aqui é verdade,no final do texto,você há de saber.
Num período no Brasil marcado por definições dos cidadãos quanto à política,e num período que me marco pelo estudo,graças ao Vestibular,e inevitavelmente me encontro em frente a uma matéria chamada história,eu me pergunto: onde é a verdade ? o que é a verdade ?
Acho que há uma boa frase de autoria de Napoleão Bonaparte que facilmente introduziria minha opinião,eis a peça "O que é a história senão uma fábula sobre a qual todos concordamos ?". Como definir períodos de glória e períodos de fracasso da humanidade ? A glória depende do fracasso. É necessário que o mundo mantenha uma constante,o número de glórias divido pelo número de fracassos é sempre uma constante. A vitória de X só vem sob a derrota de Y,e vice versa. A história então poderia dizer que houve uma vitória do Império Romano sobre A cidade fenícia de Cartago há mais de um milenio e meio atrás,mas a propria história esquece do fracasso dos cartagineses. É possível então declarar que houve uma vitória ? É possível declarar que houve uma derrota ? Essa resposta não é exata,é uma variável,dependente de com qual lente nós observamos esse fato. Uma versão romana diria que seria um fato glorioso,já a versão cartaginese seria um fato vergonhoso. É verdade então que existe a verdade ? O que é verdade no caso romano-cartagines: a vitória ou a derrota ?
A política,da mesma maneira,mostra o quão é imensa a relatividade. Partidos de Direita sempre mostram os bens feitos por eles,e os maus dos de esquerda. Enquanto os de esquerda fazem o mesmo. Logo,há sempre a inevitabilidade da total existencia daquilo que não é verdade. A verdade não existe,é relativa. A verdade depende muito mais de quem a observa do que do que é realmente observado. Se fossemos todos os seres humanos,por exemplo,capacitados de ver o amarelo no lugar do vermelho,acreditaríamos que sempre o amarelo seria o vermelho... Da mesma maneira é a nossa opinião,as vezes somos capazes de ver apenas o errado do fato e acabamos concluindo isso como o errado definitivo.

Por outro lado,a inexistencia de uma verdade absoluta não indica que a busca pelo conhecimento deve ser finita. Sendo a verdade um quesito infinito e inatingível,a vontade de saber deve assim também ser,ou seja,ser algo que corra com mesma velocidade que a verdade,mas sempre mantendo-se a uma distancia atrás da verdade. O universo roda assim.

Portanto,que sempre saibamos que nunca estaremos certos,mas que nunca,nunca,nunca consideremos que não deve haver a falta de vontade nem a incapacidade de ao menos ir atrás da verdade.

sábado, 23 de outubro de 2010

Conheça !

O mundo,tão grande que pode tudo.
E nós,em dúvida. Seríamos grandes por sermos parte do mundo,ou pequenos por pouco representarmos na imensidão do mundo ?
A essa pergunta,não possuímos resposta.E se possuíssemos,onde estaria a capacidade da palavra,que é mísera em relação ao mundo,de dize-lo ?
O homem é parte do mundo,e a palavra é criação do homem...É claro,portanto,que pouco há na palavra que possa representar veridicamente o mundo.
Primeiramente,a palavra é constante,sempre possui o mesmo significado. Já a interpretação humana,é variável com o humor,e o mundo,variável com a natureza. Como explicar uma variável com uma constante ?
Mas voltando ao mundo. Por que não conhece-lo ?
Conhecer as dores e alegrias
A força e fraqueza
A feiura e a beleza.
Conhecer o que ainda ninguem conhecia,ou conhecer o que todo mundo menos voce conhecia.
Conhecer o toque dos lábios,a força do abraço.
A dor do não,a felicidade do sim
A felicidade do não,a dor do sim.
Conhecer a glória,e reconhecer o que te fez chegar nela.
Conhecer o suor,a água fria.
Ver o sol,admirar a lua.
Se sentir o dono do mundo,ou sentir que o mundo é o seu dono.
A lágrima,o sorriso
o trono,a sarjeta.
A rosa,o espinho
o tapa e o carinho.

Conhecer novos lugares,conhecer e adquirir,por que não,novas culturas ? Dar espaço à viagem : não necessariamente aquela que te transporta fisicamente,mas aquela que te faz viajar em si mesmo. Conhecer a imensidão do mundo. E saber que a imensidão do nosso mundo é pouco perto da imensidão do mundo que sequer imaginamos que possamos um dia conhecer.
Conhecer e amar ou conhecer e refutar. Mas jamais deixar de respeitar o que se conhece.
Conhecer o que ja foi,por intermedio daqueles que viram o que ja foi e veem o que é.
Conhecer o que virá,nunca saberá. Pressupor o que virá,ai sim...talvez.
Há muito o que viver,a muito aqui que eu vim ver.
Eis o mundo,ele está ali...não está parado,mas está ali. Esperando que nós o vejamos

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Gostos.

Estranho é o tal do gosto.
Cada um com o seu,mesmo que o seu gosto seja não ter gosto.
Gosto de ver jornal debaixo do ar condicionado,ou de dormir na chuva.
Me agrada a capacidade de poder criticar algo. Assim como as críticas melhoram a pessoa criticada,acredito que aquele que critica,quando bem critica também faz um bem para si mesmo.
Me agrada a explosão muscular,me agrada a demonstração de força física por parte do meu próprio corpo. Assim como muitos se orgulham da velocidade do seu carro,ou da decoração de alguma casa, gosto de cuidar e de testar a casa que sempre terei que conviver com,caso eu continue continuar vivo,meu corpo.
Gosto de enaltecer meu ego,essa história de submissão não é comigo. Mas enaltecer meu ego,apesar de paradoxal, não implica necessariamente no orgulho soberbo.
Gosto de ir a aeroportos,de viajar de carro e colocar a cabeça no vidro gelado pela noite. Gosto de ver coisas novas,gosto de admirar coisas antigas.
Gosto de viajar na minha mente,tenho nela um universo enorme no qual posso fazer muita coisa. É interessante quando vemos que a nossa mente pode ser um mapa pra realidade,que ela é o plano de fuga caso o plano da realidade não dê certo.
Gosto do sonho,mas gosto dele ainda mais quando é realizado. Na verdade,gosto mais ainda do processo de realização dele. O suor é algo que me agrada.
Gosto de sentir a dorzinha no músculo depois de sair da academia. Gosto de abraçar e me sentir seguro,gosto de beijar a mesma pessoa e sentir um prazer que nunca tive antes. Gosto de imaginar o futuro,e gosto mais ainda de saber que de fato o futuro nunca será do jeito que eu imagino.
Gosto de usar o 'se',gosto de aprender,gosto de ser chato,e gosto de chatices.
Gosto de bobeiras,gosto de besteiras,gosto do mundo,gosto de tudo.
E você,do que que gosta ?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O solo da vida.

Hoje estava conversando com meu pai e acabei constatando algo: O ser humano cria seus limites como uma forma de conforto.
O fato de criar um limite para si mesmo,ou para a sua propria espécie, faz com que a pessoa possa simplesmente finalizar todo o dinamismo que existe na sua vida,toda a vontade pelo simples argumento de "já que há o limite,por que me esforçar ? nunca chegarei nisso mesmo,entre me cansar e nao chegar a lugar nenhum e me cansar e também nao chegar em nenhum lugar,eu prefiro nao me cansar".
É fato que o ser humano é um ser que preza por duas coisas principais: A primeira é o conforto,e a segunda é o algo mais. Mais fato ainda é que os dois são contraditórios,ou melhor...o conforto nunca poderá vir antes do algo mais.
Meu amigo,eu só te digo uma coisa: se você realmente crê que criar os seus limites é algo plausível,você não é nada mais do que um residente da mansão dos medíocres. Um homem é aquilo que ele diz,pensa de si mesmo.
Há também os homens duplamente inteligentes. Primeiramente por acreditarem que o limite é algo da razão,não do Universo. O proprio universo até hoje não se mostrou limitado,porque os seres presentes nele deveriam se mostrar se não fosse pelo proprio interesse ? Depois,por usarem do fato de muitos acreditarem que são limitados,e isso os faz geniais. A crença da inexistencia do limite faz os homens buscarem sempre algo mais,faz com que o universo até mesmo os forneça algo mais.
Ter amor à vida,ter a certeza que há o algo mais sempre no dia que vem,ou até mesmo no segundo que vem . Há a certeza de que há a enorme possibilidade que o mundo seja a terra para a plantação dos sonhos,e que essa terra é mais extensa que a imaginação humana. O homem só não é capaz de algo : de se declarar incapaz.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cap. 1

Era só ele. Ali. Sua cabeça estava em outro mundo,se protegia por meio de uma touca e ao mesmo tempo se desligava do mundo. Na metade arquibancada as pessoas gritavam,bravejavam,cantavam jingles da equipe,mas pouco disso se ouvia. Era ele e ele. Do lado dele,outro. Outro que também se desligava do mundo,outro que também vestia uma touca,mas esta de cor diferente. E a arquibancada,em sua outra metade, gritava,esbravejava e cantava também jingles,mas estes diferentes dos cantados pela primeira metade. O seu ego impedia-o de olhar pro lado. Os músculos se sentiam refinados,preparados e descansados para liberarem toda a força adquirida no ano. Com o outro não era diferente.
O juíz apita,ambos sobem no bloco
O primeiro se abaixa e olha fixamente a água.
O segundo mantém um olhar fire pra frente.
O juiz,novamente se expressa: "às suas marcas"
O primeiro garoto possui metade de sua visão em frente a água,e outra metade em frente ao bloco.
O segundo faz o mesmo.
"Paam". Soa o sinal da largada. Ambos saem rapidamente e vão de encontro a água. Entram em perfeita sintonia,sintonia tão grande que pouca dessa água quis sair da piscina quando os corpos entravam nesta. O primeiro garoto,com pernas mais fortes e pulmão maior começa sai da água na frente,o segundo,meio corpo atrás.
Mas todos sabiam que ele não ficaria atrás por muito tempo. Sua enorme envergadura o permitiria se aproximar rapidamente do primeiro rapaz. E isso acontece.
Aos 50 metros ambos estão juntos novamente. Os próximos 150 metros seriam de dor - o lactato parecia consumir seus músculos. E tensão.
O fato de serem atletas forçava-os à genialidade. Precisavam equacionar de modo preciso o quanto deveriam forçar em cada braçada,pernada,o quanto e quando deviam respirar ou deixar de fazê-lo. Precisavam tirar do seu corpo o máximo que podiam,e eles não estavam dispostos a ter como resultado do seu cansaço a derrota.
(...)Passava um Flashback na cabeça dos dois,tudo que aconteceu... o quanto foi sofrido chegar até ali.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

De fato nos inserimos num contexto em que basicamente duas coisas parecem certas.
A primeira é a incerteza. São feitos alicerces para sustentarmo-nos a partir de conceitos relativos,porém não exatos. Não se diz "eu te amo em 79 amorímetros". O conceito de muito,pouco,médio apenas inviabiliza a construção de qualquer coisa que tente ser concreto pela eternidade. As forças do espaço e do tempo insistem em pressionar as vontades,sentimentos,desejos de modo a romper com essa medida inexata que se coloca sobre eles. E apesar de parecer pessimista,isso traz ao fato de viver a segunda certeza,a de que o que se move hoje não se moverá amanhã da mesma maneira.
A propria física já enuncia que a aplicação de uma força pode gerar uma mudança de velocidade,direção e sentido das coisas,a força do tempo não é diferente.
Porém,enquanto encontra-se na exatidão da Física qual será a variação dessa velocidade,a mudança de direção ou de sentido,a vida não deixa que isso aconteça. O fato de definir as coisas como 'muito', 'pouco', 'bom' , 'ruim' impossibilita-nos de saber com exatidão para onde essas mesmas coisas tendem,e quando chegamos a saber para onde tendem,é impossível de se constatar em qual parte exata chegaremos.
É por isso que sempre há uma vontade a mais de possuir o amanhã. Pela certeza de que o que virá é incerto, por não podermos prever hoje o que o futuro nos aguarda. Por isso meus amigos,o que nos sobra como forma de conhecimento para isso tudo é a simplicidade mais complexa da vida: ela mesma.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Son(h)o

Onde foi acordado
que não é possível
sonhar acordado ?

E na verdade,eu sinto bastante prazer ao dizer que ao mesmo tempo que sonho,eu também posso viver.

O tal do ser humano

O que me interessa no ser humano é a constante contradição de ideias que ele insiste se colocar em. Tomemos a desistencia como exemplo: pessoas lutam,derramam litros de suor e sangue no chão e antes de atingirem o que queriam simplesmente jogam a toalha branca no chão alegando dor e cansaço. Porém,me pergunto: Será que essa dor da desistencia não é inúmeras vezes maior do que a simples dor que o cansaço ou a falha podem trazer ?
Para o cansaço,a cama
Para a dor,o costume.
Somos capazes de suportar muitas vezes situações que nem mesmo a nossa propria mente poderia pensar que estaríamos insderidos umm dia. E então porque há a desistencia ? A dor e o cansaço possuem seus remédios,mas para a desistencia cabe apenas a lamentação.
Ir em frente é a chanve do negócio,o pequeno esforço extra irá diferenciar a grandeza do regular.Áqueles da alma pequena,da satisfação medíocre,a esses sim a desistencia. Mas aos grandes,uma ultima tentativa...um dia a ultima tentativa pode ser tornar o primeiro acerto.




A Rafael Rosa,o rapaz que me deu a ideia de criar isso aqui.
http://www.questionemais.com.br/