Hoje estava conversando com meu pai e acabei constatando algo: O ser humano cria seus limites como uma forma de conforto.
O fato de criar um limite para si mesmo,ou para a sua propria espécie, faz com que a pessoa possa simplesmente finalizar todo o dinamismo que existe na sua vida,toda a vontade pelo simples argumento de "já que há o limite,por que me esforçar ? nunca chegarei nisso mesmo,entre me cansar e nao chegar a lugar nenhum e me cansar e também nao chegar em nenhum lugar,eu prefiro nao me cansar".
É fato que o ser humano é um ser que preza por duas coisas principais: A primeira é o conforto,e a segunda é o algo mais. Mais fato ainda é que os dois são contraditórios,ou melhor...o conforto nunca poderá vir antes do algo mais.
Meu amigo,eu só te digo uma coisa: se você realmente crê que criar os seus limites é algo plausível,você não é nada mais do que um residente da mansão dos medíocres. Um homem é aquilo que ele diz,pensa de si mesmo.
Há também os homens duplamente inteligentes. Primeiramente por acreditarem que o limite é algo da razão,não do Universo. O proprio universo até hoje não se mostrou limitado,porque os seres presentes nele deveriam se mostrar se não fosse pelo proprio interesse ? Depois,por usarem do fato de muitos acreditarem que são limitados,e isso os faz geniais. A crença da inexistencia do limite faz os homens buscarem sempre algo mais,faz com que o universo até mesmo os forneça algo mais.
Ter amor à vida,ter a certeza que há o algo mais sempre no dia que vem,ou até mesmo no segundo que vem . Há a certeza de que há a enorme possibilidade que o mundo seja a terra para a plantação dos sonhos,e que essa terra é mais extensa que a imaginação humana. O homem só não é capaz de algo : de se declarar incapaz.
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