quinta-feira, 23 de setembro de 2010

De fato nos inserimos num contexto em que basicamente duas coisas parecem certas.
A primeira é a incerteza. São feitos alicerces para sustentarmo-nos a partir de conceitos relativos,porém não exatos. Não se diz "eu te amo em 79 amorímetros". O conceito de muito,pouco,médio apenas inviabiliza a construção de qualquer coisa que tente ser concreto pela eternidade. As forças do espaço e do tempo insistem em pressionar as vontades,sentimentos,desejos de modo a romper com essa medida inexata que se coloca sobre eles. E apesar de parecer pessimista,isso traz ao fato de viver a segunda certeza,a de que o que se move hoje não se moverá amanhã da mesma maneira.
A propria física já enuncia que a aplicação de uma força pode gerar uma mudança de velocidade,direção e sentido das coisas,a força do tempo não é diferente.
Porém,enquanto encontra-se na exatidão da Física qual será a variação dessa velocidade,a mudança de direção ou de sentido,a vida não deixa que isso aconteça. O fato de definir as coisas como 'muito', 'pouco', 'bom' , 'ruim' impossibilita-nos de saber com exatidão para onde essas mesmas coisas tendem,e quando chegamos a saber para onde tendem,é impossível de se constatar em qual parte exata chegaremos.
É por isso que sempre há uma vontade a mais de possuir o amanhã. Pela certeza de que o que virá é incerto, por não podermos prever hoje o que o futuro nos aguarda. Por isso meus amigos,o que nos sobra como forma de conhecimento para isso tudo é a simplicidade mais complexa da vida: ela mesma.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Son(h)o

Onde foi acordado
que não é possível
sonhar acordado ?

E na verdade,eu sinto bastante prazer ao dizer que ao mesmo tempo que sonho,eu também posso viver.

O tal do ser humano

O que me interessa no ser humano é a constante contradição de ideias que ele insiste se colocar em. Tomemos a desistencia como exemplo: pessoas lutam,derramam litros de suor e sangue no chão e antes de atingirem o que queriam simplesmente jogam a toalha branca no chão alegando dor e cansaço. Porém,me pergunto: Será que essa dor da desistencia não é inúmeras vezes maior do que a simples dor que o cansaço ou a falha podem trazer ?
Para o cansaço,a cama
Para a dor,o costume.
Somos capazes de suportar muitas vezes situações que nem mesmo a nossa propria mente poderia pensar que estaríamos insderidos umm dia. E então porque há a desistencia ? A dor e o cansaço possuem seus remédios,mas para a desistencia cabe apenas a lamentação.
Ir em frente é a chanve do negócio,o pequeno esforço extra irá diferenciar a grandeza do regular.Áqueles da alma pequena,da satisfação medíocre,a esses sim a desistencia. Mas aos grandes,uma ultima tentativa...um dia a ultima tentativa pode ser tornar o primeiro acerto.




A Rafael Rosa,o rapaz que me deu a ideia de criar isso aqui.
http://www.questionemais.com.br/